Poema pelas portas dos fundos

Sim, dar, samaritanamente, aos pobres, ao ricos, aos vesgos, aos mancos, aos lindos, aos trancos e barrancos. Dar o brioco, o roscofe, o fiofó, dar o cu, monossilabicamente. Dadá Maravilha! Aí não, meu filho, mais embaixo. Agora sim, deu de jeito. Dá água na boca, porque precisa de cuspe. E melhor, não tem como dar desculpa: nem naquela semana do mês há obstáculo. Está lá, fazendo bico, pronto para ser beijado. Ah, Sandy, se você soubesse, há muito já o tinha cantado: cu, por onde entram as ideias do diabo.

 

Sobre Ramayana Lira

Paraibana no desterro, raízes de cabeça para baixo, soltas no ar. Professora universitária, pesquisadora e curiosa em geral. Um pé na alta cultura, um pé na baixa cultura e um pé em toda cultura (sim, eu sei que isso conta 3 pés...). Agnóstica, ateia, macumbeira e esotérica, dependendo do horóscopo. Gente fina, gente boa, megera e filha da puta, dependendo de quem fala. Ouve música como quem vê filmes, ou seja, porque de outra maneira a vida não vale a pena.
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